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REDUÇÃO DA JORNADA - 2 - A cartada política conseguirá iludir a população? 4n6i4t

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FONTE

por – Sebastião Amorim – Conforme dissemos na primeira matéria que abordamos o assunto “A cartada política conseguirá iludir a população?” publicada em 13/11/2024, políticos preocupados com a derrota nas eleições municipais, seguida da derrota da Esquerda política na eleição Norte-Americana, colocaram em evidência, através da Velha Mídia e das Redes Sociais,  a polêmica  proposta da redução da jornada.

Sem apresentar estudos conclusivos quanto ao impacto econômico, social, etc, a discussão ganha contornos legislativos ao se obter a quantidade mínima de s de deputados, para que a Proposta de Emenda à Constituição e a tramitar no Congresso

A nosso ver, algumas perguntas terão que encontrar respostas, antes de se aprovar e posteriormente de se implantar a polêmica proposta que muda a régua que mede o número de dias da atividade laboral humana, semanalmente. Sem dúvidas, pelo menos no primeiro momento, para o trabalhador a proposta parece excelente, porém, é preciso analisar o que há de fato naquilo que se propõe para que a nação inteira não caia no canto da sereia.

 PERGUNTAS

Ao implantar a jornada de trabalho reduzida, quem ouviu dizer algo sobre como ficarão os salários dos trabalhadores?

Você acredita que os trabalhadores trabalharão menos e ganharão o mesmo salário? Além de reduzir a jornada, reduzirão também os minguados salários que se paga em terras Tupiniquins para a maioria dos trabalhadores?

Quem se perguntou se as empresas, em particular as pequenas e médias, têm condições financeiras para arcar com os custos de contratar novos trabalhadores para suprir os dois dias (sexta-feira e sábado), retirados da jornada?

Nas escolas, as semanas serão encurtadas?

O número de dias letivos, serão alcançados dentro do ano civil ou será diminuída a carga horária nas escolas? Ou alguém pensa que as escolas vão contratar professores para atuar apenas na sexta-feira?

No caso de restaurante, hospitais e demais empresas com atividades contínuas, como reorganizar o trabalho, conciliando custos, produtividade e lucratividade?

Quem, além dos empresários, responderá pelo número de falência das empresas que não se ajustarem?

Como ficarão aqueles que perderão seus empregos: Serão bancados com a velha ideia da renda básica universal ou inscreverão milhares de novos desempregados e falidos em programas governamentais que mantém a pessoa escravizada com alguns míseros reais por mês?

Quem responderá às perguntas que surgirão, a partir da implantação da jornada quatro dias trabalhados e três de folga??

UTOPIA?

Talvez não seja difícil compreender o contexto em que a proposta surgiu no meio político federal, encampado por parlamentar que apoia o nicho político que preside o país. Todo trabalhador aprovaria a proposta que reduz a jornada; enfim sobraria tempo para viver de forma tranquila, tendo tempo para si, para a família e para o lazer.

No entanto, vivemos no mundo da necessidade, fazendo o possível para ganhar o suficiente para manter as contas do dia a dia. Nossos políticos, ricamente remunerados, não deveriam propor utopia.  A ideia seria muito bem vinda, não fossem as consequências perniciosas que se abaterão sobre a nação (aumento no desemprego, aumento de impostos, falência de empresas), se ando por comissões e votações a proposta chegar a ser aprovada.

TENTAM MUDAR O FOCO

Analisando a proposta, naquilo que já foi permitido tomar conhecimento sobre a mesma, considerando a conjuntura econômica do Brasil, onde a partir de 2023 só ouvimos falar das gastanças perdulárias dos governantes, cujos partidos e seus candidatos levaram enorme surra do eleitorado que foi às urnas,  já é possível afirmar que aumentarão as dificuldades, para empreendedores se estabelecerem em uma atividade econômica, sem dizer que será preciso investimento em novas tecnologias que, pelo menos em parte, favoreçam a  substituição de humanos, nas atividades. Não há dúvidas que o enunciado encanta ao mesmo tempo em que ilude ouvidos pouco atentos.

Certo mesmo é que a Esquerda política brasileira, precisou utilizar argumento que envolvesse pela ilusão do discurso, a ideia que a redução da jornada de trabalho semanal  6x1 para 4x3 pode ser colocada em prática sem consequências danosas para o próprio trabalhador.

PROPOSTA RETÓRICA

A proposta corta como faca de dois gume, sendo tão encantadora quanto perversa, pois, ainda que não seja adotada sob o retórico argumento político  que o governo não tem maioria no Legislativo para aprovação, o mesmo governante poderá se armar de argumentos  para transferir a culpa do trabalhador permanecer na jornada de seis dias de trabalho por um de folga, contra os políticos que se opem e, portanto, que evitarem, as consequências que a proposta traria e que o grupo que governa a nação, se beneficiará, ao deixar de enfrentá-las.

CAJADADA?

Vale utilizar o antigo ditado da cajadada: a proposta nefasta será como  golpe desferido que atingirá ao mesmo tempo, os políticos de oposição àos governantes da Esquerda (progressistas), o trabalhador que ficará com a sensação de ter sido punido por permanecer com a jornada 6x1 e, abafa todas as emanações que estão sendo difundidas contra personagens acusados de opressão ou de corrupção.

Mesmo que a proposta da redução da jornada não seja aprovada,  a tentativa terá servido aos propósitos de abafamento e de contenção de expoentes políticos nacionais que poderão enfrentar grande desgaste, na próxima eleição.

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